A água ultrapura participa de diferentes etapas da rotina analítica, desde o preparo de soluções e reagentes até a execução de ensaios de elevada sensibilidade. Sua qualidade pode influenciar a precisão dos resultados, a estabilidade dos métodos e a confiabilidade dos processos laboratoriais.
Para discutir os principais fatores envolvidos nesse controle, a Veolia Water Technologies América Latina e a Unifar lançaram um episódio especial do Veolia Water Tech Talks, dedicado aos mitos e verdades sobre água ultrapura.
A conversa reúne Marília Souza, da Unifar, Alexandre Cunha, da Veolia, e Ângela Franco, consultora da qualidade. O episódio percorre parâmetros físico-químicos e microbiológicos considerados relevantes para laboratórios farmacêuticos, químicos, biotecnológicos e de Life Science.
Marília Souza, da Unifar, Alexandre Cunha, da Veolia, e Ângela Franco, consultora da qualidade
Avaliação da água de alimentação
O desempenho de um sistema de purificação começa pela caracterização da água de entrada. Por esse motivo, o episódio dedica um bloco à importância da avaliação inicial e à compreensão das condições que podem influenciar o tratamento.
A qualidade da água de alimentação orienta a escolha das etapas de purificação, o acompanhamento do sistema e a definição dos controles necessários para cada aplicação.
Armazenamento e preservação da qualidade
Outro tema central é o armazenamento da água ultrapurificada. O episódio discute mitos e verdades relacionados à manutenção da qualidade após a produção.
A etapa de armazenamento exige atenção porque a água pode entrar em contato com recipientes, superfícies e condições ambientais capazes de alterar suas características. Em métodos sensíveis, essas mudanças podem se refletir no desempenho analítico.
O pH da água ultrapura deve ser medido?
A medição de pH é apresentada como uma das dúvidas mais frequentes entre profissionais de laboratório. O episódio analisa se esse controle é realmente necessário e em quais situações ele pode fornecer informações úteis.
A discussão busca esclarecer os limites e a interpretação desse parâmetro dentro de sistemas de água ultrapura.
Resistividade ou condutividade
O conteúdo também explora a relação entre resistividade e condutividade. Embora os dois parâmetros estejam associados à presença de espécies iônicas, sua utilização e interpretação podem gerar dúvidas durante o monitoramento da água.
O episódio dedica um bloco específico à comparação entre esses indicadores e à escolha do parâmetro mais adequado para a rotina laboratorial.
TOC, endotoxinas e biocarga
A qualidade da água ultrapura não se limita à avaliação de contaminantes iônicos. O carbono orgânico total, as endotoxinas e o bioburden também integram a discussão.
Esses parâmetros ajudam a ampliar a avaliação da água e são relevantes em aplicações que exigem controle rigoroso de matéria orgânica, carga microbiana e contaminantes associados a processos biológicos.
Tecnologias para controle microbiológico
Na parte final, os especialistas apresentam tecnologias da Veolia destinadas ao controle microbiológico. O bloco aborda recursos utilizados para preservar a qualidade da água e reduzir riscos de contaminação ao longo da operação.
O episódio reforça a necessidade de tratar a água ultrapura como um componente do sistema analítico. Sua produção, seu monitoramento e sua utilização devem ser compatíveis com a finalidade do ensaio e com o nível de controle exigido.
O conteúdo é direcionado a profissionais de química analítica, controle de qualidade, indústria farmacêutica, biotecnologia, pesquisa científica e Life Science.
O episódio completo está disponível no canal da Veolia Water Technologies no YouTube: ACESSE AQUI
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