Da academia para a indústria: fomento acelera pesquisas para fortalecer setor farmoquímico

Fomentar o caminho para que as pesquisas de laboratório avancem em direção às fases de testes clínicos é uma das apostas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que visa diminuir a dependência do Brasil dos Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) estrangeiros. De acordo com dados nas Nações Unidas, o país é 13º no ranking global de produção científica, no entanto, em relação à inovação, o Brasil está na 54ª posição conforme o índice da Global Innovation Index (GII).

Essa desproporção tem reflexos em diversos setores, como a indústria farmacêutica. Atualmente, 95% dos IFAs utilizados no país vem do exterior, principalmente da China ou da Índia, tornando Brasil dependente de insumos para medicamentos essenciais à população.

A iniciativa do Governo Federal é vista com bons olhos pela indústria. “Temos muitas pesquisas em desenvolvimento, mas precisamos ajudar para que elas se conectem com o setor produtivo. Além de projetos para a estrutura física, o investimento em tecnologia, pesquisa e ciência é fundamental para a consolidação de um complexo da saúde brasileiro forte, que interligue todas os setores necessários para a produção de IFAs”, comenta Marcelo Mansur, presidente da Nortec Química, maior fabricante de IFAs da América Latina.

A ideia do MCTI é investir em centros de desenvolvimento e pesquisa para a produção de vacinas, kits diagnósticos, fármacos, entre outros, funcionando como incubadoras para futuros projetos industriais. O primeiro passo foi dado com a aplicação de 50 milhões de reais, do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), em parceria com o Governo de Minas Gerais, para a construção do Centro Nacional de Vacinas (CNVacinas), que se tornará um hub de pesquisa e inovação na área de imunizantes.

Neste local, pesquisadores de todo o país, poderão utilizar o espaço para o desenvolvimento de imunizantes, atendendo todas as exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Sem dúvidas é uma iniciativa que trará reflexos positivos para o setor como um todo. Os IFAs, tanto das vacinas quanto dos remédios, fazem parte da segurança básica de saúde do país, por isso, investimentos como esses trazem esperanças para o fortalecimento do complexo industrial do país. O fomento por parte do Governo, e até mesmo internacional, podem nos ajudar de forma significativa no setor”, comenta Marcelo Mansur.

Ainda neste ano, conforme divulgado pelo novo Ministério da Saúde, o setor farmoquímico deve receber por novos investimentos e planos que podem fortalecer e trazer ainda mais autonomia para a indústria brasileira.

Sobre a Nortec Química    

 

A Nortec Química é a maior fabricante de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) da América Latina, investindo em Tecnologia, Pesquisa e Desenvolvimento e Inovação em seus processos. A Companhia é a única produtora de Benznidazol no Brasil, IFA utilizado no tratamento da Doença de Chagas e é a maior produtora de Antirretrovirais do Ocidente. A relevância da Nortec Química no cenário mundial permanece com o aumento da capacidade produtiva e na atuação em P&D com o projeto de instalação da Primeira Planta para Drogas de Alta Potência, contribuindo com soluções tecnológicas para a melhoria do bem-estar, da vida e da saúde das pessoas. A empresa foi fundada na década de 80 em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

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