Conselho da Eletrobrás Aprova a Contratação do Consórcio Liderado por Ferreira Guedes para Obras em Angra 3

Uma notícia em primeira mão que promete trazer grandes repercussões no setor nuclear. O Conselho de Administração da Eletrobrás aprovou na manhã de hoje (28) a contratação do consórcio formado pelas empresas Ferreira GuedesMatricial e Adtranz para realizar as obras relativas à licitação do Caminho Crítico de Angra 3. Essa era a última etapa que o grupo precisava superar para conquistar, de fato, o contrato. A expectativa é que o consórcio seja convocado dentro de um prazo de 10 dias – prorrogáveis por igual período – para a assinatura do contrato com a Eletronuclear.

O Petronotícias teve acesso ao cronograma executivo geral do Plano de Aceleração da Linha Crítica de Angra 3, que corresponde a um conjunto de atividades que visa acelerar a construção da usina. A ideia é adiantar uma parte do projeto (obras civis e parte da montagem eletromecânica) antes mesmo da contratação da empresa EPCista que irá tocar a obra global. Pelo calendário, a mobilização no canteiro de obras deve começar no mês de março e durar até o final de agosto. Durante esse intervalo, também serão iniciadas a fabricação de trocadores de calor, tanques e vasos de pressão.

Para setembro, quando a mobilização estiver concluída, serão iniciados marcos importantes da obra, como o início das estruturas de concreto do edifício do reator e do prédio auxiliar do reator. A conclusão das obras no edifício do reator deve acontecer no final de janeiro de 2024. O prédio auxiliar também estará pronto naquele ano.

Para lembrar, em julho de 2020, o Conselho da Eletrobrás havia aprovado a concessão de Adiantamentos para Futuro Aumento de Capital (AFACs) , nos valores de R$ 1,052 bilhões e R$ 2,447 bilhões para a Eletronuclear nos anos de 2020 e 2021, respectivamente. O montante será usado no Plano de Aceleração da Linha Crítica de Angra 3.

No mercado, o anúncio da confirmação do consórcio para as obras do caminho crítico de Angra 3 foi visto como um marco crucial, mas que deve agora ser seguido de ações efetivas para a retomada da construção. “Precisamos de agilidade e fazer as coisas de forma correta e célere. Existe muito trabalho a ser feito. A questão de Angra 3 precisa ser finalmente superada, já que olhando para o longo prazo, o Brasil começa a pensar em expandir seu parque de geração nuclear. Mas antes disso, é fundamental que o país consiga concluir as obras de Angra 3”, afirmou o presidente da Associação Brasileira para Desenvolvimento das Atividades Nucleares (ABDAN), Celso Cunha. “Uma vez definido o consórcio vencedor das obras da linha crítica da usina, agora é hora de executar o que foi decidido”, acrescentou.

A Ferreira Guedes atua em obras ferroviárias, rodoviárias, portuárias, hidráulicas, saneamento, Industriais e edificações. Fundada em 1966, a construtora já participou com a Queiroz Galvão do consórcio contratado para as obras de mobilidade urbana no entorno da Arena das Dunas, em Natal (RN). A capixaba Matricial é especializada em construção e manutenção civil; tratamento anticorrosivo; recuperação de concreto e tapamentos Metálicos. Já a ADtranz atua com sistemas de energia, telecomunicações, automação, ventilação, com ênfase no segmento metroferroviário.

Fonte: Petronotícias

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