Como fazer o monitoramento de riscos de integridade na mineração

Os investimentos em tecnologia tendem a se amortizar a curto prazo, sobretudo no contexto da indústria 4.0. O movimento em direção ao uso cada vez maior de inovações tecnológicas e da automação prometem tornar as operações muito mais rápidas, precisas e baratas.

Quando aplicadas com critério, essas novas tecnologias de produção conseguem superar os gargalos ligados à produtividade e à identificação de riscos, ajudando a reduzir a ocorrência de falhas e ter um controle avançado de todos os processos industriais.

Como resultado, é possível reduzir custos, otimizar o consumo de recursos, melhorar o desempenho e promover uma maior integração entre sistemas, processos, equipamentos e pessoas.

Neste post, entenda a importância do gerenciamento de riscos de integridade no setor da mineração, como a gestão da integridade pode apoiar essa indústria e os benefícios que com ela podem ser alcançados. Acompanhe!

A importância do gerenciamento de riscos de integridade na mineração

Quando falamos do setor de mineração, a gestão da integridade dos processos é fundamental para que se tenha um controle mais assertivo sobre riscos de falhas e suas consequências.

Inspeção baseada em risco

Nesse sentido, um dos conceitos mais importantes é a inspeção baseada em risco. Esse método volta-se para a tomada de decisão para inspeções focando, principalmente, em limites de tolerabilidade aos riscos associados à ocorrência e às consequências de uma possível falha.

A partir dessa premissa, estipula, ainda, uma estimativa de tempo ótimo para inspeção e manutenção com base em sistemas preditivos, além da reavaliação e estimativa de novos riscos introduzidos após a execução dos procedimentos.

Tolerabilidade ao risco

Importante notar que, quando falamos em risco, estamos tratando da relação entre a possibilidade de uma falha e sua consequência. Na indústria, essa probabilidade é estimada com base na degradação de um componente, por exemplo. Sua avaliação é feita com base no tempo, nos modos de falha (ruptura, vazamento etc.) e nos mecanismos de degradação que levam a essa falha (erosão, corrosão, fadiga do material etc.).

Esse entendimento é importante para entendermos o conceito de tolerabilidade ao risco, outro ponto-chave quando falamos do setor de mineração. Geralmente qualitativo, relaciona-se à aversão da empresa ao risco. Para isso, entende-se que há consequências consideradas toleráveis, sejam elas sociais, ambientais, econômicas ou reputacionais.

Como a gestão da integridade pode apoiar a mineração

Para entendermos a importância do gerenciamento de riscos de integridade na mineração, é preciso compreendermos o conceito de gestão da integridade.

Em poucas palavras, ela pode ser definida como o conjunto de métodos que visam a garantir que pessoas, sistemas, processos e custos relacionados à integridade estejam em uso e executem suas funções ao longo de todo o ciclo de vida do sistema, garantindo a utilização eficiente dos recursos disponíveis.

Nesse sentido, vale notar que a gestão da integridade pode ser dividida entre o estabelecimento da integridade e a conservação da integridade. Enquanto o primeiro diz respeito ao planejamento, implantação e desenvolvimento de sistemas, o segundo conceito refere-se ao monitoramento e acompanhamento da vida útil e desempenho desses sistemas.

Isso posto, a gestão da integridade apoia-se em cinco pilares distintos e complementares:

  • Competitividade: o foco de qualquer implementação deve ser aumentar o desempenho ao mesmo tempo que se reduz o custo. Para isso, técnicas como a inspeção com base em riscos, bem como a manutenção centrada em confiabilidade são bem vindas. Além disso, é necessário configurar a produção com foco no cliente e na maximização de ativos.
  • Instrumentação: deve-se realizar uma análise das formas de medição atuais e sua confiabilidade, partindo para a proposição de sistemas de medição e sensores mais adequados.
  • Metrologia: entra como peça chave na análise de sensibilidade das variáveis relevantes para os processos de monitoramento e inspeção, além do estabelecimento dos níveis de confiabilidade e da avaliação da propagação de incertezas para a definição da probabilidade de falhas, criando o conceito de quantificação de riscos a ser aplicado no negócio.
  • Data Analytics: trata-se da utilização dos históricos de monitoramento e inspeções para identificação de padrões e correlação de dados, de modo a permitir o modelamento de tendências.
  • Gêmeo digital ou Digital twin: maior predição de consequências com base em tendências. São realizadas simulações de cenários a partir dos dados prescritos, gerando uma estimativa da vida dos componentes críticos e produtos. Também permite realizar a conexão com sistemas similares para o treinamento de inteligências artificiais.

    Aplicações da gestão da integridade na mineração

    Alguns exemplos de aplicação da gestão da integridade para o setor da mineração são:

    • Análise de riscos a partir de gêmeos digitais;
    • Confiabilidade em estimativas de degradação;
    • Equipamento para inspeção de rolos transportadores;
    • Estimativa de vida útil de equipamentos;
    • Processamento de imagem aérea com inteligência artificial;
    • Sistemas de monitoramento ambiental e de qualidade da água.

    Benefícios da gestão da integridade para mineração

    Dentre os benefícios que a gestão da integridade pode trazer para a indústria da mineração, destacam-se:

    • Apoio à decisão para investimentos;
    • Cenários de extensão de vida de sistemas;
    • Confiabilidade com bases estatísticas no apoio à decisão;
    • Gestão com base em riscos e tolerabilidade;
    • Otimização de intervenções com base em risco;
    • Prevenção de lucro cessante;
    • Previsibilidade de vida útil de sistemas e produtos finais;
    • Racionalização de custos em testes e inspeções;
    • Redução de custos de manutenção e de operação;
    • Redução de riscos de multas ambientais.

      Fonte: Certi. Insights

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