Trabalhos podem resultar em enzimas nacionais como biocatalisadores para produção de medicamentos
Cada vez mais se disseminam no mundo grupos que se dedicam à chamada “química verde”. Em linhas gerais, ela pode ser entendida como a criação, o desenvolvimento e a aplicação de produtos e processos químicos que visam reduzir ou até eliminar o uso e a geração de substâncias nocivas ao ser humano e prejudiciais ao meio ambiente. Esta é uma das vertentes das pesquisas orientadas pela professora Anita J. Marsaioli, do Instituto de Química (IQ) da Unicamp, vinculada ao Centro de Excelência para Pesquisa em Química Sustentável (CERSusChem), sediado na UFSCar, e de que participam também pesquisadores da Unesp, USP e UFSC. O Centro, que tem como objetivo pesquisar novas tecnologias e soluções para a indústria química e farmacêutica, conta com o apoio financeiro da Fapesp e da empresa química inglesa GlaxoSmithKline (GLK).
O biólogo José Matheus C. Bonatto, graduado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ-USP), com mestrado em genética e melhoramento de plantas, pela mesma instituição, e doutorado em bioquímica e biologia molecular pelo Instituto de Química da USP, foi selecionado, entre mais de 70 inscritos, no início de 2017. O pesquisador foi contemplado com uma bolsa para pós-doutores, oferecida pela Fapesp por meio do Centro, para realizar estudos com enzimas, destinadas à produção de fármacos e outras moléculas de interesse da indústria, no Laboratório de Biocatálise e de Produtos Naturais do Departamento de Química Orgânica do IQ da Unicamp, com orientação da docente.
A partir daí, face aos interesses e objetivos do Centro, ele se deteve na pesquisa de enzimas e microrganismos brasileiros que pudessem ser utilizados como catalisadores em reações de sínteses de fármacos de forma a torná-las mais rápidas, baratas e sustentáveis, ou seja, sem a geração de resíduos que impactem o meio ambiente.
O biólogo José Matheus C. Bonatto: síntese de fármacos sem geração de resíduos







