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Tecnologia de captação e armazenamento de carbono em produtos já é uma realidade no Brasil

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Durante a Brasil Eco Fashion Week, evento anual que celebra a moda sustentável brasileira ocorrido de 15 a 17 de novembro, foi lançada a Shaire. A marca brasileira é uma iniciativa que visa apoiar tecnologias que retiram o carbono de fontes poluentes e o insere em produtos, além de ampliar a sensibilização sobre seu valor agregado (ambiental e financeiro) e sua importância para a atenuação das mudanças climáticas.

Na primeira linha de protótipos de produtos que levam a sua marca e que foram desenvolvidos por empresas parceiras, há o uso de tecnologia que captura o dióxido de carbono de fontes emissoras e transforma suas moléculas para se obter o carbono sólido, permitindo que este elemento seja utilizado na composição de produtos diversos.

O lançamento conceitual da Shaire na Eco Fashion se concretizou em dois protótipos: óculos desenvolvidos pela empresa Wiit e malhas confeccionadas pelas empresas Diklatex e Luso.

“A atuação da Shaire tem como preceito a Economia Circular, onde a produção industrial e o consumo ocorrem em um ciclo fechado, minimizando ao máximo a geração de resíduos, a extração de recursos naturais e o desperdício. A energia necessária para os processos provém de fontes renováveis”, explica Rui Fernando Muller, presidente da CO2in (consórcio de cinco empresas de tecnologias sustentáveis) e Coordenador do Projeto Shaire. Setores dos mais diversos, como o têxtil, petróleo & gás, energia, cosméticos, transportes, entre outros, podem se beneficiar diretamente de tais tecnologias e processos.

A tecnologia utilizada

Gases do efeito estufa (dióxido de carbono e metano) são captados de fontes poluentes (aterro sanitário, suinocultura, entre outros) e suas moléculas são separadas com a tecnologia GasLimpo-CleanGas, resultando na disponibilização de carbono sólido. A empresa responsável por essa tecnologia é a Carbono Brasil, que detém patente global para a transformação de gases do efeito estufa e outros poluentes em matérias primas, elementos que podem ser posteriormente transformados em energia ou outros materiais. Foram investidos mais de R$1 milhão em estruturação, pesquisa e desenvolvimento nas tecnologias envolvidas.

Por que a Shaire importa para o planeta?

O dióxido de carbono (CO2) é o principal gás do efeito estufa, correspondente a 76% das emissões globais. Sua concentração atmosférica passou de 280 ppm (partes por milhão) no ano de 1750(1) para 409 ppm em 2018 (2), representando um incremento de aproximadamente 40%. O resultado deste aumento no efeito estufa é a elevação das temperaturas médias em nosso planeta, o que tem causado um acirramento nos eventos climáticos extremos, como secas e tempestades, além de diversos impactos ambientais como a elevação da acidez dos oceanos em 30%(3). É estimado que, como resultado da mudança do clima, US$ 2,5 trilhões de ativos podem ser colocados em risco, representando 1,8% da economia global(4).


Referências

  1. IPCC – Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas. Quarto Relatório, Grupo de Trabalho III. Maio de 2007.
  2. NASA – última medição do Global Climate Change/NASA, em outubro de 2018. Disponível em: http://climate.nasa.gov/keyIndicators/
  3. NASA – Global Climate Change. Disponível em: em http://climate.nasa.gov/evidence/
  4. Dietz, Bowen, Dixon, & Gradwell. Climate value at risk of global financial assets. London School of Economics and Political Science, 2016.

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