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Pesquisa da UFSCar investiga ação antimicrobiana de resíduos agroindustriais

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Extratos de camarão, uva e laranja podem ser úteis contra micro-organismos contaminantes da fermentação para a produção de etanol

Com o intuito de aproveitar resíduos agroindustriais para obtenção de compostos antimicrobianos e antioxidantes, a pesquisadora Ligianne Din Shirahigue, engenheira de alimentos, realiza projeto de pesquisa de pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em Produção Vegetal e Bioprocessos Associados (PPGPVBA), no Centro de Ciências Agrárias (CCA), do Campus Araras da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). O estudo, intitulado “Aproveitamento dos resíduos agroindustriais – prospecção de compostos com atividade antimicrobiana para aplicação em bioprocessos”, é supervisionado pela professora Sandra Regina Ceccato Antonini, docente do Departamento de Tecnologia Agroindustrial e Socioeconomia Rural (DTAiSeR).

Segundo a pesquisadora, o principal objetivo do estudo é investigar compostos que tenham atividade antimicrobiana a partir de resíduos agroindustriais – como bagaço de laranja, semente e casca de uva, extrato do processamento de camarão – de forma a aproveitar esses subprodutos que seriam descartados e aumentar a sustentabilidade do agronegócio.

A pós-doutoranda explica que, após a coleta dos resíduos, é feita a caracterização dos compostos e testada sua ação contra micro-organismos contaminantes da fermentação para a produção de etanol combustível. “Primeiramente, obtenho os resíduos que seriam descartados em unidades processadoras. Em seguida, é feita uma extração química das substâncias de interesse presentes nestes resíduos e, posteriormente, a caracterização química justamente para a identificação dos compostos presentes. O próximo passo consiste em realizar testes de atividade antimicrobiana in vitro e aplicar os extratos, em concentrações definidas, em um bioprocesso – como, por exemplo, no processo de fermentação para obtenção de etanol para verificar o controle dos contaminantes”, detalha ela.

“Os compostos que estão presentes nos extratos desses resíduos podem ter ação antimicrobiana e controlar o crescimento dos contaminantes da fermentação. Eles possuem atividade biológica e agem sobre os micro-organismos, afetando seu metabolismo ou sua estrutura molecular. Nossos testes, feitos ainda em escala laboratorial, têm mostrado eficiência no controle dos contaminantes”, complementa a pesquisadora.

De acordo com a orientadora do trabalho, as contaminações por bactérias e leveduras nativas podem causar sérios prejuízos à indústria de produção de etanol. Ela tem se dedicado ao estudo do papel desses contaminantes e de formas de controle há mais de 12 anos, com auxílio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). “Além de verificar a ação dos antimicrobianos, o grupo de pesquisa que coordeno tem estudado a adição dos compostos antimicrobianos em diversas fases do processo industrial, como no caldo bruto extraído após moagem da cana, no tratamento ácido do fermento e durante a fermentação propriamente dita, para verificar a efetividade de ação em cada etapa”, detalha Antonini.

A partir de todo este trabalho, “a intenção é justamente aprimorar as pesquisas na área por meio da verticalização do resíduo, visando promover seu aproveitamento para destinos ‘nobres’ e inovadores. O maior benefício do estudo é mostrar como é possível aproveitar um material que seria descartado de forma a tornar a cadeia produtiva mais sustentável”, conclui Ligianne Din Shirahigue.


Fonte: UFSCar


 

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