Período entre Black Friday e Natal aumenta a atuação do Inmetro | Analytica 91

Carlos Augusto de Azevedo, presidente do instituto, comenta também novidades e planos para 2018

Uma das épocas de maior consumo no ano, que envolve o período entre a Black Friday (24/11) e o Natal, também gera preocupação nos órgãos reguladores e certificadores do controle de qualidade, tal qual Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Isso se deve ao fato do grande volume e contingente de bens em circulação, que muitas vezes por não respeitar as diretrizes legais, pode colocar integridade física do consumidor em risco.

Juntamente com os Institutos de Pesos e Medidas (IPEMs) estaduais, Carlos Augusto de Azevedo, presidente do Inmetro, garante que haverá grande atuação dos órgãos – em avaliações que vão desde os alimentos até brinquedos. Além disso, em conversa com a Analytica, Azevedo também revelou algumas novidades para 2018, bem como o que as empresas e instituições de pesquisa devem esperar para o próximo ano.


O que devemos esperar da atuação do Inmetro nessa época de bastante consumo, que envolve o Black Friday e o Natal?

Essa época da Black Friday e o natal é um período muito importante para o Inmetro, e principalmente para os IPEMs, que são órgão que vão na ponta fazer o recolhimento e verificação dos produtos, se eles estão nos conformes, para que haja a segurança do consumidor. Então é uma época de grande movimentação e de grande atuação do Inmetro e dos IPEMs, que nada mais são que os braços do Inmetro, que estão por todo o Brasil, fazendo que possamos verificar até a balança dos Correios.


Se tratando desse período, quais os setores têm tido mais problemas em relação ao controle de qualidade?

Isso é muito difícil em afirmar. Porque a gente temos verificações que vão desde a questão do consumo, do peso e qualidade dos alimentos até os brinquedos. Então há um grande número de produtos para serem avaliados, haja vista ser uma época de muito consumo. Há um grande número de produtos na rua.


Já há uma atuação preventiva por parte do Inmetro? Para quais tipos de produtos, principalmente?

O Inmetro sempre faz uma atuação preventiva. Brinquedos e objetos infantis, por exemplo, estamos sempre alertas. Além disso, devemos levar em conta os produtos que estão na moda.  E isso é muito regional, os IPEMs tem uma noção do que deve ser mais fiscalizado, de acordo com cada região.

Como é determinado o que irá ser avaliado pelo Inmetro? É uma atuação passiva (em que se espera denuncia) ou ativa (há uma metodologia por parte do Inmetro)?

Carlos Augusto de Azevedo, presidente do Inmetro
Carlos Augusto de Azevedo, presidente do Inmetro

A ação do Inmetro é determinada por dois fatores: primeiro são as denúncias, as questões sociais, problemas principalmente trazidos pela imprensa, que tem um papel importante para termos noção do que está acontecendo no mercado. Outro fator, são os próprios técnicos do Inmetro, que pela experiência, anos de atividade, conseguem identificar possibilidades de problemas em determinado produto, seja pela legislação que não está atendendo, por produtos novos na praça, pelo aumento da venda de determinado produto – e isso vai determinando a pauta do Inmetro.


Consolidado o primeiro ano de sua gestão, quais resultados são passíveis de serem compartilhados?

Podemos dizer que um grande marco da gestão é a recuperação, técnica e do ponto de vista de ação dos IPEMs. Fizemos um grande esforço para colocar a atividade dos IPEMs em seu nível bom de funcionamento, haja vista que eles são os braços do Inmetro que alcançam a sociedade para servi-la. Exemplo disso, posso citar o barco metrológico, o primeiro do mundo, que possui todos os laboratórios metrológicos – ganhamos inclusive um prêmio com isso.


E para o ano que vem, teremos novidades? Quais?

Para o ano que vem continuaremos esse trabalho com os IPEMs, melhorando a estrutura e equipamentos. Pretendemos fazer o mesmo no próprio Inmetro, seja em equipamentos, prédios e instalações com diversos projetos internacionais de colaboração técnico cientifica.


Em nossa última conversa muito foi falado sobre a educação, há resultados a atuação do Inmetro em 2017? E quais as perspectivas para 2018?

A questão de educação é muito importante, porque você precisa treinar o pessoal, tanto dos IPEMs como do Inmetro, e mais:  você precisa formar novas pessoas nessas áreas de metrologia, qualidade. Precisa aumentar essa cultura no País. Firmamos um convenio com a USP e outros institutos do exterior abordando o laboratório antifraude, isso foi uma coisa que criamos esse ano e teve bastante sucesso, e pretendemos aprimorar ainda mais isso ano que vem.

Devemos reforçar a colaboração internacional para dar um salto maior para a qualidade, até porque as questões dos padrões metrológicos devem ser mudadas. Quer dizer, a massa vai deixar de ser representada por um quilo padrão. Isso será feito através das determinações das constantes físicas que não mudam.

E para isso a educação vai ser fundamental. Estamos inclusive pensando em um curso técnico e de pós-graduação de segurança cibernética. Esse deve ser o nosso próximo passo para 2018.


Nossos leitores são em sua maioria profissionais da área de controle de qualidade industrial, seja em metrologia, instrumentação ou microbiologia. Como eles podem contar com o Inmetro para a próximo ano, haja vista que há uma previsão de reaquecimento da economia, bem como a fomentação de novos investimentos para a área.

Uma grande notícia é que estaremos lançando no começo de janeiro um edital para os laboratórios multiusuários. Nós temos vários laboratórios no Inmetro, de grande porte, que estarão sendo abertos para as empresas, para instituições de pesquisa, que poderão fazer suas medidas em nossos laboratórios. Então as pessoas poderão, por meio do edital, pedir tempo de máquina e serem atendidas dentro dos laboratórios do Inmetro.

Também, temos no Inmetro uma incubadora de projetos, e quem tiver interesse, basta entrar em contato pelo nosso site.


 

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