Artigo de revisão discute métodos capazes de eliminar da água resíduos de medicamentos

Com o aumento da produção e do consumo de produtos farmacêuticos, cresce também um problema ambiental: a contaminação de corpos d’água causada pelo descarte inadequado desses compostos. Traços de fármacos como antidepressivos e anticoncepcionais já foram detectados em águas superficiais e na água potável em praticamente todo o mundo.

Os tratamentos convencionais têm se mostrado ineficazes na remoção dessas substâncias, que são altamente complexas e apresentam alta estabilidade e persistência no meio aquático. Por esse motivo, vários tipos de tratamentos alternativos, entre eles os chamados processos oxidativos avançados (AOPs), têm sido estudados.

Uma revisão sobre o tema foi publicada na revista Catalysts por cientistas ligados ao Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) e ao Centro de Inovação em Novas Energias (CINE).

O CDMF é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP sediado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). E o CINE é um Centro de Pesquisa em Engenharia (CPE) constituído por FAPESP e Shell na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Intitulado A Critical Review of Photo-Based Advanced Oxidation Processes to Pharmaceutical Degradation, o artigo examina estudos conduzidos na área nos últimos cinco anos e que abordam o tema sob diferentes aspectos: os oxidantes utilizados, o método de síntese dos materiais, o tempo de tratamento, o tipo de luz utilizada e a toxicidade dos efluentes.

A revisão destaca as vantagens e limitações dos processos oxidativos avançados na degradação de produtos farmacêuticos. Também lança luz sobre alguns caminhos que pesquisas futuras devem seguir para que a tecnologia possa ser totalmente aplicada.

Entre os autores estão Isabelle Gonzaga e Caio Almeida, ambos bolsistas da FAPESP, além da professora da UFSCar Lucia Helena Mascaro Sales.

Fonte: Agência FAPESP

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